A jornada

11/08/2011

Se eu soubesse exatamente a que, fim isso tudo levaria e se soubesse que seria bonito o tal fim, escreveria um interím cheio de percalços mirabolantes, de altos e baixos, de lágrimas profanas, de medos, de fome, de tudo o quanto há neste mundo. E a jornada criada e vivida teria valido a pena. Mas quando paro, sei que o que descrevo não é senão uma descrição da própria vida. Sendo a vida que se vive uma, não há como errar, mesmo o erro é certo, ele é o acontecimento. Sigo acontecendo. O tempo todo me perguntado se o que estou acontecendo é o melhor. E se os nossos acontecimentos continuarão juntos mesmo longe. E mesmo que o longe não passe de culpa minha. E, ainda sim, acontecendo, as dúvidas aconteçam na mesma intensidade… Eu sei o fardo que criei para mim. E mesmo pesado escolhi carregar. Sem certo. Sem errado. Culpa é inerente. Vontade também. Quando me pego em prantos – acontecimentos – lembro que a escolha fiz há tempos. Mudei sim, mas os sonhos não aconteceram. Mudo de sonho?

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