Teoria em (eterno) desenvolvimento
16/05/2010
O mundo sempre foi igual, desde o tempo das cavernas. É certo que algumas coisas mudaram e outras surgiram, como as minissaias, mas é certo também que isso é detalhe.
Venho matutando essa ideia há um bom tempo o mundo sempre foi igual, o mundo sempre foi igual; a obsessão por concluir este pensamento fica maior quando escuto da boca de alguma pessoa mais velha que eu frases como o mundo hoje está muito violento; hoje não é mais como antigamente; o ser humano tá matando e roubando, não tem mais respeito; é a barbárie! apocalipse!; pra que botar um filho num mundo desse jeito (se ninguém ama o mundo, que tal um suicídio coletivo? por que não?) etc.
Nessas horas lembro bem de um ótimo professor de Geografia que tive e dizia muito o mundo está mais violento? não, está menos. E falava sobre o desenvolvimento da civilização e lembrava de como devia ser complicado ser mulher na idade média etc.
E eu refletindo.
Depois penso em lugar ao sol - que todos querem um.
Bom, há algum tempo as pessoas tinham 5, 10, 20 filhos e com isso a terra foi abarrodata de gente. Imagine: bilhões querem seu lugar ao sol. Isso tudo tem um custo, até na previdência pública, até para os planos de saúde privados – é gente demais querendo do melhor, até para o trânsito, até para as estatísticas, até para a circulação de gente e informação.
Sempre matamos, sempre roubamos e tivemos filhos. Mas pense em escala. Hoje tudo é mais – porque somos mais.
Mas o mundo é sempre igual. E tudo que as crianças sempre querem é abraço dos pais. Não muda (nem tem que mudar?).
E eu pensando, em busca de uma teoria que me explique o mundo e me proteja dele.
Fizemos as minissaias, as guerras nucleares e a comunicação mediada por computador, mas no âmago, na essência, no ser, é sempre igual. Busca-se satisfação de desejos. Felicidade. Amor. Buscamos sempre construir novos herois, os mitos mudam mas têm a mesma estrutura narrativa. Da Grécia a Avatar.
Estoy aqui, em desenvolvimento. Em busca de máximas que expliquem tudo. Já confeccionei três:
1-tudo é relativo
2-depende do humor
3-depende do contexto
(Será que explico o mundo com elas três?)

